segunda-feira, 28 de abril de 2014

O que o estado de São Paulo tem a ver com a chegada dos Haitianos?


No mês de abril, o país vem acompanhando a entrada de centenas de imigrantes haitianos pelo norte do Brasil que ainda fogem das terríveis consequências de um terreno que devastou aquele país em 2010. Eles chegam em busca de oportunidades de emprego e de sobrevivência, deixando para trás filhos, esposas e familiares.
E esta semana também ouviu as declarações (para não dizer reclamações) do governador do estado do Acre, Tião Viana (PT/AC), sobre a negativa do governo paulista de também recepcionar esses haitianos oriundos da cidade de Brasiléia, pequena cidade localizada a 300 quilômetros de da capital Rio Branco. As trocas de acusações entre os dois governos renderam comentários nas colunas da grande mídia, e geraram desconforto entre setores do Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, da Secretaria de Direitos Humanos e de entidades ligadas à Igreja e sociedade civil.
Tio Viana disse que devido a posição geográfica, seu estado é porta de entrada dos haitianos para o Brasil e que recebe inúmeros desses imigrantes todos os meses. Para melhor recepcioná-los o governo chegou a construir um galpão de quase 5000 que serve de abrigo.
Nos últimos meses houve uma chegada descontrolada desses imigrantes, levando o governador a declarar estado de "emergência social", tendo em vista que o estado não possui mais estrutura e orçamento para recepcionar esses refugiados. Ele ainda atribuiu insensatez e omissão no assunto por parte do Governo Federal e do Ministério das Relações Exteriores, os quais deveriam manter diálogos com o Equador e Peru sobre a questão. É por esses países onde começam o percurso e que deveriam ser exigidos vistos de entrada, minimizando os transtornos diplomáticos em quase 90%.
Segundo a revista "Veja" o posto da Polícia Federal localizado na cidade Epitaciolândia - vizinha à Brasileia, registrou só no ano de 2012 a entrada de mais de 10.000 haitianos, ou 74% do total desses estrangeiros que cruzaram nossas fronteiras.
Ainda de acordo com o semanário, mais da metade do destino desses haitianos são a região sudeste, que carece de mão-de-obra que o brasileiro não quer mais ocupar como os setores de limpeza, de frigorífico e de construção civil.
O governo paulista criticou as ações de Tião Viana que vem pagando passagens de ônibus, só de ida, para os refugiados, com destino à São Paulo, sem avisar ou sequer trabalhar em ações conjuntas para solucionar a questão.
Por sua vez, Tião Viana alega que seu estado sempre foi acolhedor e porta de entrada de haitianos, mas não tem como segurá-los lá, nem tampouco ofertar empregos. Lembrou em tom irônico que o país é uma republica, e como tal não pode impedir o ir e vir de qualquer pessoa  e que a concentração de emprego e da riqueza do país está na região sudeste. Aproveitou para dizer que o governo paulista - chamado por ele de "elite paulista" vem tratando o assunto de maneira desrespeitosa aos direitos humanos, que há presença xenofóbica na questão e que há preconceito racial com "apenas" 400 haitianos. Ele afirmou que se fossem imigrantes brancos europeus, haveria tapetes vermelhos e espetáculos midiáticos na recepção.
A concentração deles está na região central da capital, sobretudo no bairro do Glicério. A Paróquia Nossa Senhora da Paz - conhecida por oferecer abrigo, alimentação e assistência humanitária à peregrinos, vem recebendo diariamente dezenas de haitianos que não tem para onde ir e se abastecem de apenas uma refeição diária. A entidade religiosa é ligada à Pastoral do Imigrante (CNBB).
É preciso que ações humanitárias deem lugar aos caprichos de oposições políticas. O Brasil é conhecido mundialmente por ser um país acolhedor, pacífico e com uma mistura de culturas capaz de superar quaisquer dificuldades que possam surgir.
O caso do êxodo dos haitianos merece ser tratado como uma questão humanitária, sendo desnecessário saber para onde irão e como eles chegaram em nosso país. Isso é desembaraço diplomático e deve ser tratado como segunda parte.
A vida humana merece ser respeitada e tem que ser prioritária em todos os aspectos. E todos nós temos este compromisso.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Os perigos que cercam nossa juventude conectadas à web



Pelo menos em alguma vez nos noticiários nós escutamos sobre os perigos que pessoas mal intencionadas promovem na internet, quando a questão são as divulgações de imagens e vídeos de conteúdo adulto, sem o consentimento da(s) pessoa(s) contida(s) nas imagens. Se isso já é constrangedor - e caso de polícia!, agora é a vez das crianças e de adolescentes que, devido a era digital com o fácil acesso aos celulares e aparelhos portáteis conectados à  rede mundial de computadores, divulgam entre si e seus círculos imagens e vídeos de jovens na rede pelo simples motivo de debochar do próximo, quando não por vingança ou então sem nenhum objetivo específico, fato que vem se tornando cada vez mais frequente.
Com o surgimento de novas tecnologias surgem também novas informações e vocábulos. Palavras como deletar, bullying, dar um print, aparecem com frequência nos diálogos entre jovens e adultos que compartilham dados e interagem com suas experiências. Entretanto, pouco ouviu-se falar em sexting ou revenge porn. Essas duas últimas palavras, embora pouco conhecidas sonoramente, são práticas que vêm se tornando cada vez mais frequente nos ambientes virtuais, e que a cada dia vem tirando o sono de pais, professores e pessoas vitimadas pela ação caluniosa. O primeiro termo consiste em promover, através do celular, imagens e vídeos de cunho erótico sem o consentimento de quem aparece no conteúdo; o segundo, precede da mesma forma que o outro, porém, com a intenção de vingar-se da pessoa apontada na mídia digital.
Os motivos podem ser muitos desde uma vingança, uma revanche, o fim de uma relação amorosa. Ou então nenhum, simplesmente pelo motivo de achar graça na exposição indevida de quem aparece no conteúdo ou porque se os amigos o fazem a prática também deve ser seguida.
As crianças e adolescentes são alvos fáceis de criminosos virtuais e de pedófilos, que alimentam a internet com a captação e recirculação de imagens e vídeos eróticos em jovens são os protagonistas. Se antes a simples exposição do nu se limitava a um casal e um certo comentário fantasioso entre jovens na escola vivenciavam a sexualidade, hoje ela extrapola os limites da realidade pessoal, tornando experiências e intimidades em algo comum, de fácil acesso à pessoas que sequer conhecemos.
Só para ter uma ideia, de acordo com um estudo europeu denominado "EU Kids Online" a faixa etária dos jovens alvos da disseminação pornográfica está entre os 9 e 16 anos. 
No Brasil, A CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) tem como tema da campanha da fraternidade deste ano "FRATERNIDADE E O TRÁFICO HUMANO". Dentre os assuntos polêmicos abordados na campanha está a questão da exploração sexual de jovens e de adultos por pessoas e grupos que intencionam a divulgação de material ilícito na internet. 
Na imensa velocidade em que nossos jovens estão absorvendo conhecimentos ofertados pela gama de informações, há hoje nos adolescentes aquilo que se chama de culto ao belo, da vaidade exacerbada, do que é bonito. E isso se torna um perigo pois quando um conteúdo se perde jovens são motivos de gracejos e se tornam presas fáceis para comentários inconsequentes. Eles são alvos, peças-chaves de criminosos que se alimentam da divulgação indevida de brincadeiras maldosas, sem se importarem se esses estão com a emoção abalada ou se resultaram em brigas familiares pela surpresa conhecida.
É necessário que a escola, pais e educadores conciliem experiências, criem métodos e chamem seus jovens a um diálogo aberto, sereno, para evitar que fatos constrangedores não aconteçam, assim preservando sua integridade físico-psicológica. 
Dialogar, explanar os cuidados de acesso à internet e os perigos de seu uso em excesso são alguns dos meios de interlocução com os jovens. Isso facilita a inserção deles no mundo físico e virtual. Convém lembrar que restringir o acesso às mídias e à rede mundial está fora de cogitação e isso não pode ser apontado como causa ou culpa. As tecnologias estão ao nosso favor e servem como instrumentos de aprendizado e de comunicação entre todos. 



terça-feira, 25 de março de 2014

De quem é a culpa pela falta da água em São Paulo?



Nas últimas semanas a população paulista tem acompanhado pelo noticiário  a preocupação do governo do estado sobre a escassez de chuvas, desestabilizando cada dia mais os níveis das bacias hidrográficas que abastecem a região metropolitana da capital.
Contudo, não bastasse a notória preocupação do chefe do executivo por causa da baixa dos níveis dos reservatórios, ele também iniciou involuntariamente o chamado "conflito hídrico", em que figuram o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, das possíveis e surpreendentes articulações de alianças para compor a mesa de gestão na bacia do Ribeira e da decepção dos membros do CEIVAP (Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul), que souberam que o chefe paulista irá recorrer ao governo federal para usar 5 m³/s da vazão do Rio Paraíba do Sul.
Técnicos e analistas da área, indicam que a ausência de investimentos e falta de planejamento de fontes alternativas ao longo dos últimos cinquenta anos são os grandes responsáveis pela instabilidade das reservas de águas, minimizando a culpa de fatores climáticos pela falta de chuvas.
O que é certo tem que ser corrigido: debates que promovam soluções concretas, objetivas, e que somadas às parcerias vindouras são elementos que findam a angustiante e costumeira preocupação da população em ter garantido um de seus bens mais preciosos. A água benta de cada dia!








quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Tancão da Morte no bairro Guaraciaba em Santo André/SP: Aterrar a lagoa resolverá o problema da população?


As notícias vinculadas na imprensa sobre a morte de adolescentes que se afogaram em uma lagoa no bairro Guaraciaba, município de Santo André, chocaram não só os familiares dos jovens, mas também de grande parte da população que não se conformam com o descaso das autoridades em não dar uma solução para frear as constantes mortes no “Tancão da morte” – como é conhecido na região.

O local era uma antiga estação de extração de areia nos anos 70 e devido as constantes escavações no solo, surgiram mais de 50 minas d´agua, elevando a água subterrânea ao nível do tanque, inviabilizando então a atividade extrativista. Como o local ficou abandonado, virou atrativo para moradores em querer usufruir das águas advindas.

Várias promessas de campanhas eleitorais sugeriam a criação do Parque do Guaraciaba, quando no início dos anos 90, na gestão do então prefeito Celso Daniel, construíram no local quadras poliesportivas, guaritas de segurança e área própria para natação. Porém a realidade durou pouco, pois a área de 500.000 metros quadrados foi fechada devido a um imbróglio judicial em que não houve acordo entre os antigos proprietários da área e a prefeitura local.

As mortes por afogamento continuaram a ocorrer.

Com o recente caso dos adolescentes mortos, surgiram novas perspectivas sobre o futuro da área. O atual prefeito Carlos Grana (PT-SP avalia projetos que vão desde uma PPP (Parceria-Público-Privada) para a ampliação do local para fins de aterro sanitário e depósito de entulho, até a construção de apartamentos populares. Questionado sobre a criação de um parque propriamente dito e a região ser carente de espaços de recreação e de lazer, Grana disse que a informação também está inclusa na pauta da administração municipal, responsável em avaliar os estudos.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Catadores de materiais recicláveis invadem área preservada

Segundo a publicação do site de notícias G1, uma família de catadores de recicláveis da cidade de Tietê, interior de São Paulo, invadiu uma A.P.A. (Área de Preservação Ambiental), onde abriram uma clareira no meio da mata depositando grande quantidade de plásticos e outros materiais por eles recolhidos. A informação partiu de um denunciante, que comunicou o fato as autoridades locais que autuaram os responsáveis pela ação e estipularam o prazo de 24 horas para a liberação da área.