terça-feira, 22 de abril de 2014

Os perigos que cercam nossa juventude conectadas à web



Pelo menos em alguma vez nos noticiários nós escutamos sobre os perigos que pessoas mal intencionadas promovem na internet, quando a questão são as divulgações de imagens e vídeos de conteúdo adulto, sem o consentimento da(s) pessoa(s) contida(s) nas imagens. Se isso já é constrangedor - e caso de polícia!, agora é a vez das crianças e de adolescentes que, devido a era digital com o fácil acesso aos celulares e aparelhos portáteis conectados à  rede mundial de computadores, divulgam entre si e seus círculos imagens e vídeos de jovens na rede pelo simples motivo de debochar do próximo, quando não por vingança ou então sem nenhum objetivo específico, fato que vem se tornando cada vez mais frequente.
Com o surgimento de novas tecnologias surgem também novas informações e vocábulos. Palavras como deletar, bullying, dar um print, aparecem com frequência nos diálogos entre jovens e adultos que compartilham dados e interagem com suas experiências. Entretanto, pouco ouviu-se falar em sexting ou revenge porn. Essas duas últimas palavras, embora pouco conhecidas sonoramente, são práticas que vêm se tornando cada vez mais frequente nos ambientes virtuais, e que a cada dia vem tirando o sono de pais, professores e pessoas vitimadas pela ação caluniosa. O primeiro termo consiste em promover, através do celular, imagens e vídeos de cunho erótico sem o consentimento de quem aparece no conteúdo; o segundo, precede da mesma forma que o outro, porém, com a intenção de vingar-se da pessoa apontada na mídia digital.
Os motivos podem ser muitos desde uma vingança, uma revanche, o fim de uma relação amorosa. Ou então nenhum, simplesmente pelo motivo de achar graça na exposição indevida de quem aparece no conteúdo ou porque se os amigos o fazem a prática também deve ser seguida.
As crianças e adolescentes são alvos fáceis de criminosos virtuais e de pedófilos, que alimentam a internet com a captação e recirculação de imagens e vídeos eróticos em jovens são os protagonistas. Se antes a simples exposição do nu se limitava a um casal e um certo comentário fantasioso entre jovens na escola vivenciavam a sexualidade, hoje ela extrapola os limites da realidade pessoal, tornando experiências e intimidades em algo comum, de fácil acesso à pessoas que sequer conhecemos.
Só para ter uma ideia, de acordo com um estudo europeu denominado "EU Kids Online" a faixa etária dos jovens alvos da disseminação pornográfica está entre os 9 e 16 anos. 
No Brasil, A CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) tem como tema da campanha da fraternidade deste ano "FRATERNIDADE E O TRÁFICO HUMANO". Dentre os assuntos polêmicos abordados na campanha está a questão da exploração sexual de jovens e de adultos por pessoas e grupos que intencionam a divulgação de material ilícito na internet. 
Na imensa velocidade em que nossos jovens estão absorvendo conhecimentos ofertados pela gama de informações, há hoje nos adolescentes aquilo que se chama de culto ao belo, da vaidade exacerbada, do que é bonito. E isso se torna um perigo pois quando um conteúdo se perde jovens são motivos de gracejos e se tornam presas fáceis para comentários inconsequentes. Eles são alvos, peças-chaves de criminosos que se alimentam da divulgação indevida de brincadeiras maldosas, sem se importarem se esses estão com a emoção abalada ou se resultaram em brigas familiares pela surpresa conhecida.
É necessário que a escola, pais e educadores conciliem experiências, criem métodos e chamem seus jovens a um diálogo aberto, sereno, para evitar que fatos constrangedores não aconteçam, assim preservando sua integridade físico-psicológica. 
Dialogar, explanar os cuidados de acesso à internet e os perigos de seu uso em excesso são alguns dos meios de interlocução com os jovens. Isso facilita a inserção deles no mundo físico e virtual. Convém lembrar que restringir o acesso às mídias e à rede mundial está fora de cogitação e isso não pode ser apontado como causa ou culpa. As tecnologias estão ao nosso favor e servem como instrumentos de aprendizado e de comunicação entre todos. 



Um comentário:

  1. Nossa!... Parabéns pelo texto de fácil compreensão, abordando tema atual e de relevância para a sociedade...

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Quem sou eu

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Professor é Pós-graduado em Gestão ambiental pela Universidade Cândido Mendes. Atualmente desenvolve trabalhos na área de "Crimes Ambientais" e partilha seus conhecimentos através de publicações e debates

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